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demolidor89

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Formigas com formigueiro nas patas (1ª parte)

As formigas são insetos himenópteros, formicídios de curiosos instintos sociais, existindo entre elas milhares de espécies em todo o mundo. Mas, também, como metáfora, podem ter outro significado. Formigas são as pessoas muito ativas no trabalho, diligentes e económicas; é a variedade de pequenas peras cultivadas em Portugal. Lembro-me, igualmente, das frases populares como «fazer as coisas à formiga», ou seja, à socapa, disfarçadamente ou como «já a formiga tem catarro», isto é, pretender ser mais do que é; fingir ser uma coisa mas, na realidade, ser outra; aliás, esta última frase presta-se a muitas interpretações. Temos depois o termo formigueiro que tanto pode significar um ninho de formigas ou um sintoma muito comum nas mãos ou pés, incómodo e desagradável, tais como o ardor, a comichão, a coceira ou a sensação de “alfinetes e agulhas " habitualmente sem gravidade provocada por pressão prolongada sobre um ou mais nervos restringindo o fluxo sanguíneo, como dormir com o pescoço de lado, cruzar as pernas.

Faz algum sentido afirmar que as formigas também sofrem de formigueiro nas suas seis patas? Bom, a verdade é que elas não cruzam as patas, mas... Só o saberíamos se elas falassem como os seres humanos para nos descrever o lado oculto do seu mundo, e expor os seus problemas. Assim, nunca viremos a saber porque elas guiam-se pelo instinto animal e não pela razão, embora manifestem uma certa ordem e organização social, como as abelhas, cujas regras tanta admiração desperta em nós.  A «já a formiga tem catarro», fingir ser mais do que é, assumir-se ser pessoa honesta mas ser uma pessoa indigna e falsa, não respeitar as regras do silogismo e proclamar premissas que conduzem a conclusões irracionais. Encontramo-las na roda de amigos, de colegas de escola ou de trabalho e sobretudo no falso mundo da política, desta política que imita o mundo do cinema em que quase tudo é falso e fingido, o sorriso forçado, ideias e gestos estudados.

Há anos realizou-se mais uma cimeira internacional sobre clima, a COP21 - Paris e, em sinal de apoio à mesma, nas ruas de várias cidades do mundo organizaram-se marchas folclóricas (carnavalescas) em que estiveram presentes partidos e pessoas que gritaram palavras de incentivo que visavam a defesa e proteção do ambiente, dos coitadinhos dos animais, das plantas, e outras coisas semelhantes, agora em moda. Curiosamente, esses mesmos partidos e as mesmas pessoas são defensores do aborto (livre e gratuito, à custa dos contribuintes, incluindo os da fação pró-vida) e da eutanásia. A vida do ser humano, para essa gente, vale menos do que a do cão ou do pinheiro. Os hindus mais fanáticos dão mais valor a vaca sagrada do que a um dalit (pessoa de casta baixa). Como os valores estão invertidos! O que se segue não irá agradar aos ditadores do «politicamente correto», do «não digas isso porque vai contra esta moda (passageira)»: Havia um deputado que deu a sua aprovação à lei do aborto e alguns anos depois sentiu-se doente e o médico diagnosticou-lhe cancro. E o cancro disse-lhe: " — Agora chegou a tua vez de ser abortado (morto) por mim, serei implacável e não aceitarei súplicas por mais dramáticas que sejam." O político pseudoateu (não há ateus, mas sim pessoas com dúvidas angustiantes; rigorosamente, o ATEÍSMO anda de mão dada com o ASTEÍSMO) rogou aos médicos para que "esgravatassem todos os conhecimentos da medicina" no sentido de o salvarem. " — Vais mesmo ser abortado—" insistiu o cancro. Um ano depois morria. Como teriam sido os seus últimos dias, deitado e debilitado, na cama do hospital meditando sobre a morte que estava próxima? Refletindo sobre a vida e morte, sobre Deus e o mistério da Criação. O juramento de Hipócrates que os médicos prestam para salvar vidas, e que não é respeitado por alguns deles, permite-lhes tirar a vida de inocentes? O anjo da vida também pode ser o anjo da morte? Podemos confiar neles?  A fanfarronice, a escárnio, a ironia, a hipocrisia que atualmente são suportes do «politicamente correto» não querem dar espaço de manobra aos defensores do «país real», tal é o fosso entre uma minoria que domina os meios de comunicação e o poder, por um lado, e a maioria dita silenciosa, indiferente ou massa amorfa, por outro.

Um paciente incapacitado e fraco deve ser tratado por um médico inseguro? Um estudo divulgado e publicado na edição de setembro/outubro/2015 da revista Acta Médica Portuguesa informava: "Quase metade dos psiquiatras já ponderou suicidar-se, um terço pensou mesmo numa forma de o fazer e 4,3% já tentaram matar-se." Será possível? Um doente, dito maluco, com tendência suicida vai ao psiquiatra «salvador» para se curar e é confrontado com um doutor também com sintoma semelhante? Quem tem fome dirige-se a um restaurante para ter uma boa refeição e não com o objetivo de ingerir veneno, logicamente. O empregado da mesa não lhe irá apresentar uma lista de venenos.

continua...

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